Piercing é uma forma de tornar o corpo humano. Por meio de um furo em regiões da face e do tronco são colocados metais para conferir a fixação do ornamento no local desejado. Já de longa data tal prática existe em diversos povos. Na época dos faraós, o piercing no umbigo era exclusivo da família real. Os antigos Maias praticavam a arte da perfuração, furando os lábios, o nariz e as orelhas. Muitos indígenas têm também este hábito e na Índia é uma forma de expressão de muitas gerações. O tipo de ornamento pode designar uma posição na organização social, uma profissão, um título ou simplesmente uma expressão de beleza. Recentemente, o piercing foi revivido. Com os avanços técnicos dos últimos anos, materiais diferentes surgiram e os ornamentos tornaram-se muito ricos quanto à forma de apresentação e ao valor do metal utilizado. Principalmente entre os jovens, hoje em dia a prática está mundialmente difundida.
Ocorre que nem sempre a prática é segura para a saúde. Primeiramente o metal a ser colocado deveria ser esterilizado. Ou seja, isento de germes microscópicos. Do contrário, o metal a ser colocado no furo do corpo humano pode veicular bactérias, vírus e fungos. Doenças como hepatites, AIDS, infecções cutâneas e micoses podem surgir com o metal não esterilizado penetrando nos tecidos humanos. Além disso, o próprio metal mesmo que em condições estéreis permanecendo no furo em contato com o tecido prolongadamente pode determinar reações alérgicas e processos inflamatórios crônicos. Estes processos inflamatórios podem ainda determinar uma destruição do tecido em torno do furo são conhecidos no meio médico como necroses decorrentes ulcerações crônicas. Estas ulcerações crônicas também predispõem para o câncer de pele. Quando as ulcerações provocam a destruição dos tecidos no em torno dos furos a estrutura inteira onde se encontra o furo pode ficar deformada. Assim, um piercing na ponta do nariz que determine necroses pode deformar toda a estética da ponta do nariz; o mesmo podendo ocorrer nas orelhas; na língua; no umbigo e em outras regiões. Particularmente o nariz, as orelhas e as pálpebras podem ser deformadas gravemente devido ao tecido profundo da cartilagem que quando atingido mudam a estética órgão. Nestas situações, muitas vezes os casos acabam em consultas junto aos cirurgiões plásticos para a correção ou reconstrução parcial de um nariz, ou uma orelha ou outra região deformada. Dependendo do grau ou extensão da destruição pelo piercing, mesmo com a cirurgia plastica correta a melhora estética até é possível, mas em casos específicos graves podem não ser totais.

